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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Resenha: Emmi e Leo - A Sétima Onda



Título: Emmi e Leo - A Sétima Onda.
Autor: Daniel Glattauer
Editora no Brasil: Summa de Letras
Sinopse: Em @mor, o escritor e jornalista austríaco Daniel Glattauer se utiliza dos princípios dos romances epistolares – trocas de cartas – com uma roupagem contemporânea: o contato virtual. Ao contar a fortuita atração mútua entre os jovens Leo Leike e Emmi Rothner por meio de conversas por e-mails e os sentimentos que desenvolvem um pelo outro, o autor utiliza pontos de vista alternados para contar uma inusitada história de amor. "Emmi & Leo" é a sequência dessa história tão intrigante quanto inusitada e que surgiu por erro de endereçamento no envio de um email. Na atual etapa, Leo Leike retorna de Boston após uma longa ausência, e é recebido por uma caixa de emails lotada de notícias de Emmi Rothner. O sentimento dos dois não mudou, e eles reiniciam a troca de mensagens. Só que agora Leo está namorando a americana Pamela, e Emmi continua casada. A orgulhosa Emmi e o tímido Leo nunca estiveram tão próximos, e ao mesmo tempo tão distantes.

                Assim que terminei a leitura de “@mor” eu fiquei extremamente angustiada e necessitava ler urgentemente a continuação. Procurei na internet onde encontrar e, infelizmente, na época, ainda não tinha previsão pra lançamento no Brasil. Resultado: li em pdf mesmo. Não dava pra esperar.
Atenção! Essa resenha contém spoilers do primeiro livro, se você ainda não leu, aconselho parar aqui.


                Começamos a leitura de Emmi e Leo com a Emmi tentando entrar em contato com o Leo, após ela ter faltado ao tão esperado encontro, mas recebendo apenas as respostas do “Sr. Administrador do Sistema”.
                Após longuíssimos 9 meses, que me deixariam louca!, ela faz mais uma tentativa de contato e finalmente recebe uma resposta do Leo. Ele está de volta de Boston e com algumas novidades.
                A diferença entre este livro e o primeiro, é que já conseguimos identificar melhor a personalidade de ambos. E vemos uma Emmi com muito mais atitude e é muito legal como as coisas se desenrolam. Existem boas reviravoltas no decorrer da história, o que gera uma grande expectativa pelo final da trama.
                A narrativa segue o mesmo padrão do primeiro livro e cada espera de resposta de e-mail continua deixando o leitor super ansioso! O autor deu um final digno à essa bela história que tanto me cativou. Confesso que senti um aperto no coração ao terminar a leitura, pois não queria me despedir dos personagens.
                Recomendo muitíssimo a leitura desses dois livros, pois são lindos e apaixonantes.

Quotes:


30 minutos depois

FW: Penso na Emmi que a cada meio minuto afasta mechas do cabelo imaginárias dos olhos para trás da orelha com a ponta dos dedos tão delicados, como se quisesse assim libertar o olhar do nevoeiro para finalmente as coisas de forma clara, tal como consegue descrevê-las há muito tempo. E estou sempre me questionando se esta mulher é mesmo feliz na sua vida.

Dez minutos depois
RE: Querido Leo, se recebesse um e-mail deste todos os dias seria a mulher mais feliz do mundo.

Três minutos depois 
FW: Obrigado, Emmi. Mas, infelizmente, a felicidade não se constrói com e-mails.

Nota:


~Carlinha




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

RESENHA: Anna e o Beijo Francês (Anna and the French Kiss)

Título: Anna e o Beijo Francês (Anna and the French Kiss)
Autor: Stephanie Perkins
Editora no Brasil: Novo Conceito
Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

Gosta de Romance? Daqueles bem fofos, de te arrancar suspiros e vários "Ai Ai Aaaaai"? Que pode ser clichê, mas a história é tão encantadora que isso nem importa? Ou então, você adora um clichê que seja pra te entreter e passar o tempo? Então venho te apresentar "Anna e o Beijo Francês"! Mas te garanto que se você gosta do que citei acima, vai ler tão rápido, que logo vai sentir falta do livro!
Anna Oliphant é uma das protagonistas femininas de livros mais carismáticas que eu já tive oportunidade de conhecer. Narrado em primeira pessoa, Stephanie Perkins nos apresenta uma narrativa simples, fluída e muito divertida, que me arrancou risadas em diversos momentos (aliás, nos arrancou, já que fiz a leitura em trio com duas amigas - Paixão e Roldão). E isso logo na primeira página.
Anna é filha de um escritor famoso de romances best-sellers, os quais ela menciona serem aqueles em que a pessoa morre de leucemia no final, são vendidos como água e sempre se tornam filmes... (Nicholas Sparks, é você?).
Anna tem a vida quase perfeita na América: Tem sua melhor amiga sempre ao seu lado, um irmãozinho mais novo que ela adora, um trabalho, e está em um quase relacionamento com Toph, seu colega de trabalho. Até que o seu pai decide que ela irá estudar por 1 ano em Paris. Isso, é claro, seria o sonho de qualquer um, menos para Anna, que achava que ainda tinha muito a viver nos Estados Unidos.
No 1º capítulo do livro, já vemos Anna no seu novo colégio, e vamos conhecendo a história dela aos poucos. Anna tem um toque de drama queen que nos arranca risos logo de cara. Ela se sentia perdida, em um país que não conhecia e nem ao menos sabia falar o idioma. O que ela não imaginava é que seu colégio novo lhe reservava gratas surpresas.
Logo Anna se junta a um círculo de amigos, e conhece Étienne St. Clair, ou apenas St. Clair como todos os chamam. Encantada com sua imperfeição perfeita, logo eles se aproximam e se tornam grandes amigos. E daí vemos o  desenrolar de uma história que causa muitos suspiros (e, no meu caso, muitos surtos).
Stephanie Perkis criou nesta estória personagens cativantes, e o que mais me encantou, realistas. Suas características, tanto físicas quanto as de personalidade não são perfeitas. Vi personagens reais, que erram, que acertam, que sentem, que se arrependem, que amam, que tem medo de muitas coisas. Pessoas como qualquer um de nós. E o livro tem uma linguagem tão simples, e capítulos tão curtinhos, que quando você se dá conta, já acabou, e você fica ali, querendo mais. Ela também nos mostra uma Paris diferente da que sempre vemos. Podemos conhecer a Cidade Luz mais simples, com menos glamour, e temos a oportunidade de curtir pequenos detalhes, que nos dá a impressão que só terão a atmosfera descrita no livro, se for lá.
Um ponto negativo: A tradução. No decorrer do livro vi vários erros e falta de travessões nos fins das falas, que me incomodaram um bocado na hora da leitura. Isso, claro, foi erro da tradutora, e faltou uma revisãozinha aí. Mas graças a Perkins, o enredo é tão bom, que nem isso te incomoda a ponto de querer parar.
Deixo esse livro mais que indicado para qualquer pessoa que procura uma leitura leve e fofíssima.
Eu sei que, depois que terminei de ler o livro, fiquei com vontade de estar no lugar da Anna. E aceito um St. Clair de presente, ok?

Nota: 
~Thaís

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

RESENHA: @mor (Gut Gegen Nordwind)


Título: @mor  (Gut Gegen Nordwind)
Autor: Daniel Glattauer
Editora no Brasil: Suma das Letras
Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações.

Quem nunca enviou um e-mail pro endereço errado que atire a primeira pedra. Eu já fiz isso, confesso. Nos dias de hoje é muito fácil nos correspondermos com pessoas que nunca vimos e mantermos um grande vínculo com elas. Eu digo por mim. Tenho amigos “virtuais” que levarei comigo a vida toda. E com essa “proximidade” que a internet nos proporciona, amizades podem transformar-se em amores. E foi exatamente o que aconteceu com Emmi e Leo.
A minha história com este livro é a seguinte (porque todos os livros que compramos tem a sua história, certo?): mais um dia de promoção no Submarino – sim, eu sempre espero por promoções -, daquelas de 3 livros por R$ 30. Chamei meus queridos amigos “virtuais” e pedi indicações. Então, minha querida Lii me indicou @mor. Ela me disse que tinha muito ciúme desse livro, pois tinha gostado muito dele e que sempre que tinha oportunidade, indicava. Até hoje a agradeço pela indicação, né Lii? O livro chegou e, confesso, demorei um pouco pra começar a ler, eu apenas não estiva com cabeça para o tema no momento. Mas num dos dias em que estava me arrumando pra ir pro curso, decidi leva-lo na bolsa, já que ele é pequeno e leve, pra ler no ônibus durante o trajeto. Resultado: devorei.
O autor nos traz um texto com boas doses de humor e sarcasmo, com bastante inteligência. A narrativa escolhida por Daniel, apenas com as transcrições dos e-mails trocados por eles, cria em nós uma enorme expectativa das respostas. Eu me via ansiosa como se eu estivesse atualizando a página do meu e-mail, aguardando uma nova entrada na Caixa de Mensagens.
Emmi é uma mulher bem casada e com dois filhos. Seu relacionamento com o marido e sua família é estável. Leo está se recuperando do término de um relacionamento cheio de altos e baixos. Com o passar do tempo, e as inúmeras mensagens trocadas, eles vão de assuntos banais a expor seus sentimentos mais profundos.
Impressionante a forma que o autor aborda como as relações entre indivíduos acontece hoje em dia, a facilidade que temos de nos expor a completos desconhecidos através da tela de um computador e a carência que temos por atenção. Como, muitas das vezes, nos sentimos mais próximos de pessoas que nunca vimos, do que com aqueles que estão ao nosso lado. Afinal de contas, quem não se sente muito mais confiante em escrever algo, do que dizer as palavras em voz alta? Mesmo com tudo isso, o autor não nos desencoraja e nos mostra que o amor é possível.
A tensão que cresce entre Emmi e Leo, nos faz torcer por eles, rir com eles, chorar com eles. Compartilhamos suas conquistas e frustrações. A expectativa criada com o tão esperado encontro, se ele vai ou não realmente acontecer. Eles passam todo esse tempo, sem saberem realmente como são fisicamente. As palavras doces, sutis, gentis. As palavras exasperadas, de impulso, de raiva. A impaciência da Emmi. A paciência do Leo. Tudo isso transforma esse livro numa leitura essencial.
Tenho, realmente, muito amor por esse livro.

Quotes:

“Caro Leo, quando você fica três dias sem me escrever, duas coisas me ocorrem: 1) Sinto saudades. 2) Falta-me algo. Ambas não são nada agradáveis. Faça algo a respeito! Emmi”

"Pra mim, você é como uma segunda voz dentro de mim, que me acompanha durante o dia a dia. Você fez do meu monólogo interior um diálogo. Você enriquece minha vida interior. Você questiona, insiste, satiriza, você entra em conflito comigo. Eu lhe agradeço tanto por seu humor, seu charme, por sua vivacidade e, sim, até mesmo por suas "vilezas"."

“Escrever é como beijar, só que sem os lábios. Escrever é beijar com a cabeça.”

“Quando vejo um e-mail seu chegar, meu coração palpita. Isso é assim hoje, ontem e há sete meses.”

Nota:


O livro tem uma continuação, "Emmi e Leo - A Sétima Ond@". Postarei a resenha na próxima semana. :)

~Carlinha

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RESENHA: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)

Título: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)
Autora: Ruta Sepetys
Editora no Brasil: Arqueiro
Sinopse: A vida em tons de cinza conta a história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor. Para construir os personagens de seu romance, Ruta Sepetys foi à Lituânia a fim de ouvir o relato de sobreviventes dos gulags. Este livro descreve parte da história muitas vezes esquecida: o extermínio de um terço dos povos do Báltico durante o reinado de horror de Stalin.
Para Estônia, Letônia e Lituânia, essa foi uma guerra feita de crenças. Esses três pequenos países nos ensinaram que a arma mais poderosa que existe é o amor, seja por um amigo, por uma nação, por Deus ou até mesmo pelo inimigo. Somente o amor é capaz de revelar a natureza realmente milagrosa do espírito humano.


                Minha relação com esse livro é de extrema paixão. Foi uma compra por acaso, num dia em que “garimpava” o Submarino. Vi o título, amei a capa, li a sinopse e me interessei. Procurei resenha em blogs e acabei assistindo um vídeo resenha do Cabine Literária e era o que faltava para confirmar a minha compra.
                    Antes que me pergunte: não, o livro não tem nada a ver com a trilogia erótica "Cinquenta Tons de Cinza". 
                No livro acompanhamos a história de Lina Vilkas, de 15 anos, que está prestes a realizar um grande sonho: estudar numa conceituada escola de artes. Até que numa noite, ela e sua família são deportados pela polícia soviética, conseguindo levar consigo pouquíssimos pertences. Ela, a mãe e o irmão são separados de seu pai, que é transportado em outro trem.
                Eles passam por muitos maus-tratos. Enfrentam fome, frio, péssimas condições de higiene, doenças e são forçados a trabalhos árduos em troca de pouca comida. Pessoas comuns, como eu e você, foram retiradas de sua zona de conforto de maneira brutal. Durante esse período eles conhecem outros deportados, que estão sendo transportados junto com eles, que procuram compartilhar ajuda e outros que não ajudam tanto assim. 
                    A autora nos mostra uma parte da Segunda Guerra Mundial pouco comentada em nossas aulas na escola. Muito se fala sobre o que os nazistas fizeram, mas pouco se fala sobre os soviéticos. Americana e filha de um lituano refugiado, Ruta fez uma extensa pesquisa sobre o assunto para que, com essa obra, pudesse dar voz às milhares de pessoas que foram atingidas pelo genocídio do governo de Stalin.
                O texto é narrado por Lina. Os capítulos são bem curtos, dificilmente chegam a três páginas. Mesmo com todo o cenário de guerra, o livro trata o tema com extrema delicadeza. Se você tem algum receio de ler, por achar que possa ser um texto pesado por conta do tema “guerra”, pode ler tranquilo. Apenas esteja ciente de que, possivelmente, algumas lágrimas podem ocorrer. 

Quotes:

"É preciso defender o que é certo sem esperar gratidão nem recompensa, Lina."

"No auge do inverno, finalmente percebi que dentro de mim havia um verão invencível." - Albert Camus

                É um livro realmente tocante, marcante e que, definitivamente, indicarei e levarei essas palavras para sempre comigo.

Nota:


~Carlinha

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RESENHA: As Vantagens de ser invisível (The Perks of Being a Wallflower)

Título: As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
Autor: Stephen Chbosky
Editora no Brasil: Rocco Jovens Leitores
Sinopse: Mais íntimas do que um diário, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Não se sabe onde ele mora. Não se sabe para quem ele escreve. Tudo o que se conhece é o mundo que ele compartilha com o leitor. Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado. Um mundo de primeiros encontros amorosos, dramas familiares e novos amigos. Um mundo de sexo, drogas e rock'n'roll, quando o que todo mundo quer é aquela música certa, que provoca o impulso perfeito para se sentir infinito.


Me recordo muito bem quando comprei este livro e quando comecei a lê-lo. Para começar, tinha ouvido antes falar da adaptação cinematográfica, muito comentada, por ser estrelada por Logan Lerman (Percy Jackson), Emma Watson (Harry Potter) e Ezra Miller (Precisamos falar sobre o Kevin), e fiquei extremamente curiosa para ler o livro, mas não o encontrava. Quando o vi na Saraiva, não pensei duas vezes: Peguei e fui direto para o caixa. Como estava no Shopping, fui para o Starbucks e lá mesmo comecei a ler, e simplesmente não consegui parar.
O narrador da história é Charlie, e ele a conta através de cartas. Sim! O livro é todo em formato de cartas, que ele escreve para um amigo, cujo nome não é citado em nenhum momento (mas que no fim das contas você entende por ser você, leitor, o amigo ao qual ele dirige essas cartas).
Charlie é um garoto de 15 anos, tímido, ingênuo e um pouco solitário, que acabou de entrar no Ensino Médio, e começa a história nos contando sobre o suicídio de seu amigo Michael. Ele fica sozinho por um bom tempo na escola, até conhecer Sam e Patrick, dois veteranos, que o inserem em um novo mundo, um mundo de descobertas, novas amizades, amores. Também conhecemos o incrível Profº Bill, que dá a Charlie a chance de se abrir um pouco mais, e dá incríveis livros a ele. Através das cartas que escreve, ele nos conta o seu dia-a-dia, sua semana, falando sobre seus amigos e sua família. Charlie é considerado um Wallflower (traduzido para invisível) por ser aquele que observa o que acontece, por não comentar, e por compreender. Charlie é o amigo que qualquer um gostaria de ter (inclusive eu!). E na reta final do livro, temos uma surpresa bem chocante. Mas pra saber o que é, só lendo. 
O livro aborda diversos temas como álcool, drogas, sexo, amizade, amor, e creio que vá muito além de um livro YA (Young Adult). É um livro de uma simplicidade incrível e que traz muitos trechos que nos faz pensar, e que levamos pra sempre conosco. Alguns dos quotes mais marcantes do livro:

"Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

"A gente aceita o amor que acha que merece."

"Deixei que o silêncio colocasse as coisas no lugar em que elas deveriam estar."

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos."

As Vantagens de ser invisível se tornou meu livro favorito assim que o terminei. Eu simplesmente o devorei após a compra! E como se não bastasse, ainda comprei posteriormente a versão pocket em inglês. E sua adaptação para filme é simplesmente maravilhosa! Principalmente pelo fato de quem a dirigiu foi o próprio Stephen Chbosky, o autor do livro. As atuações, nem preciso comentar, foram magníficas, cativantes!
Vale a pena ler e assistir. E guardar cada palavra lida e ouvida. Eu me senti infinita.

Nota: 


~Thaís