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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

RESENHA: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)

Título: A Vida em Tons de Cinza (Between Shades of Gray)
Autora: Ruta Sepetys
Editora no Brasil: Arqueiro
Sinopse: A vida em tons de cinza conta a história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor. Para construir os personagens de seu romance, Ruta Sepetys foi à Lituânia a fim de ouvir o relato de sobreviventes dos gulags. Este livro descreve parte da história muitas vezes esquecida: o extermínio de um terço dos povos do Báltico durante o reinado de horror de Stalin.
Para Estônia, Letônia e Lituânia, essa foi uma guerra feita de crenças. Esses três pequenos países nos ensinaram que a arma mais poderosa que existe é o amor, seja por um amigo, por uma nação, por Deus ou até mesmo pelo inimigo. Somente o amor é capaz de revelar a natureza realmente milagrosa do espírito humano.


                Minha relação com esse livro é de extrema paixão. Foi uma compra por acaso, num dia em que “garimpava” o Submarino. Vi o título, amei a capa, li a sinopse e me interessei. Procurei resenha em blogs e acabei assistindo um vídeo resenha do Cabine Literária e era o que faltava para confirmar a minha compra.
                    Antes que me pergunte: não, o livro não tem nada a ver com a trilogia erótica "Cinquenta Tons de Cinza". 
                No livro acompanhamos a história de Lina Vilkas, de 15 anos, que está prestes a realizar um grande sonho: estudar numa conceituada escola de artes. Até que numa noite, ela e sua família são deportados pela polícia soviética, conseguindo levar consigo pouquíssimos pertences. Ela, a mãe e o irmão são separados de seu pai, que é transportado em outro trem.
                Eles passam por muitos maus-tratos. Enfrentam fome, frio, péssimas condições de higiene, doenças e são forçados a trabalhos árduos em troca de pouca comida. Pessoas comuns, como eu e você, foram retiradas de sua zona de conforto de maneira brutal. Durante esse período eles conhecem outros deportados, que estão sendo transportados junto com eles, que procuram compartilhar ajuda e outros que não ajudam tanto assim. 
                    A autora nos mostra uma parte da Segunda Guerra Mundial pouco comentada em nossas aulas na escola. Muito se fala sobre o que os nazistas fizeram, mas pouco se fala sobre os soviéticos. Americana e filha de um lituano refugiado, Ruta fez uma extensa pesquisa sobre o assunto para que, com essa obra, pudesse dar voz às milhares de pessoas que foram atingidas pelo genocídio do governo de Stalin.
                O texto é narrado por Lina. Os capítulos são bem curtos, dificilmente chegam a três páginas. Mesmo com todo o cenário de guerra, o livro trata o tema com extrema delicadeza. Se você tem algum receio de ler, por achar que possa ser um texto pesado por conta do tema “guerra”, pode ler tranquilo. Apenas esteja ciente de que, possivelmente, algumas lágrimas podem ocorrer. 

Quotes:

"É preciso defender o que é certo sem esperar gratidão nem recompensa, Lina."

"No auge do inverno, finalmente percebi que dentro de mim havia um verão invencível." - Albert Camus

                É um livro realmente tocante, marcante e que, definitivamente, indicarei e levarei essas palavras para sempre comigo.

Nota:


~Carlinha

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RESENHA: As Vantagens de ser invisível (The Perks of Being a Wallflower)

Título: As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
Autor: Stephen Chbosky
Editora no Brasil: Rocco Jovens Leitores
Sinopse: Mais íntimas do que um diário, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Não se sabe onde ele mora. Não se sabe para quem ele escreve. Tudo o que se conhece é o mundo que ele compartilha com o leitor. Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado. Um mundo de primeiros encontros amorosos, dramas familiares e novos amigos. Um mundo de sexo, drogas e rock'n'roll, quando o que todo mundo quer é aquela música certa, que provoca o impulso perfeito para se sentir infinito.


Me recordo muito bem quando comprei este livro e quando comecei a lê-lo. Para começar, tinha ouvido antes falar da adaptação cinematográfica, muito comentada, por ser estrelada por Logan Lerman (Percy Jackson), Emma Watson (Harry Potter) e Ezra Miller (Precisamos falar sobre o Kevin), e fiquei extremamente curiosa para ler o livro, mas não o encontrava. Quando o vi na Saraiva, não pensei duas vezes: Peguei e fui direto para o caixa. Como estava no Shopping, fui para o Starbucks e lá mesmo comecei a ler, e simplesmente não consegui parar.
O narrador da história é Charlie, e ele a conta através de cartas. Sim! O livro é todo em formato de cartas, que ele escreve para um amigo, cujo nome não é citado em nenhum momento (mas que no fim das contas você entende por ser você, leitor, o amigo ao qual ele dirige essas cartas).
Charlie é um garoto de 15 anos, tímido, ingênuo e um pouco solitário, que acabou de entrar no Ensino Médio, e começa a história nos contando sobre o suicídio de seu amigo Michael. Ele fica sozinho por um bom tempo na escola, até conhecer Sam e Patrick, dois veteranos, que o inserem em um novo mundo, um mundo de descobertas, novas amizades, amores. Também conhecemos o incrível Profº Bill, que dá a Charlie a chance de se abrir um pouco mais, e dá incríveis livros a ele. Através das cartas que escreve, ele nos conta o seu dia-a-dia, sua semana, falando sobre seus amigos e sua família. Charlie é considerado um Wallflower (traduzido para invisível) por ser aquele que observa o que acontece, por não comentar, e por compreender. Charlie é o amigo que qualquer um gostaria de ter (inclusive eu!). E na reta final do livro, temos uma surpresa bem chocante. Mas pra saber o que é, só lendo. 
O livro aborda diversos temas como álcool, drogas, sexo, amizade, amor, e creio que vá muito além de um livro YA (Young Adult). É um livro de uma simplicidade incrível e que traz muitos trechos que nos faz pensar, e que levamos pra sempre conosco. Alguns dos quotes mais marcantes do livro:

"Então, esta é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

"A gente aceita o amor que acha que merece."

"Deixei que o silêncio colocasse as coisas no lugar em que elas deveriam estar."

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos."

As Vantagens de ser invisível se tornou meu livro favorito assim que o terminei. Eu simplesmente o devorei após a compra! E como se não bastasse, ainda comprei posteriormente a versão pocket em inglês. E sua adaptação para filme é simplesmente maravilhosa! Principalmente pelo fato de quem a dirigiu foi o próprio Stephen Chbosky, o autor do livro. As atuações, nem preciso comentar, foram magníficas, cativantes!
Vale a pena ler e assistir. E guardar cada palavra lida e ouvida. Eu me senti infinita.

Nota: 


~Thaís